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Hoje. Só hoje.

A Via Láctea
Renato Russo
Quando tudo está perdido Sempre existe um caminho Quando tudo está perdido Sempre existe uma luz Mas não me diga isso Hoje a tristeza não é passageira Hoje fiquei com febre a tarde inteira E quando chegar a noite Cada estrela parecerá uma lágrima Queria ser como os outros E rir das desgraças da vida Ou fingir estar sempre bem Ver a leveza das coisas com humor Mas não me diga isso É só hoje e isso passa Só me deixe aqui quieto Isso passa Amanhã é um outro dia não é Eu nem sei por que me sinto assim Vem de repente, um anjo triste perto de mim E essa febre que não passa E meu sorriso sem graça Não me dê atenção Mas obrigado por pensar em mim Quando tudo está perdido Sempre existe uma luz Quando tudo está perdido Sempre existe um caminho Quando tudo está perdido Eu me sinto tão sozinho Quando tudo está perdido Não quero mais ser quem eu sou Mas não me diga isso Não me dê atenção E obrigado por pensar em mim Mas não me diga isso Não me dê atenção E obrigado por pensar em mim
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Escrito por * yo * às 15:40:51
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¡América Latina Libre!
Bem, estou aqui de novo.
Pra dizer que, poxa vida, a nossa vida muda muito, em pouquíssimo tempo, e isso, às vezes, é muito bom! Da última vez que postei aqui, uns dias atrás, estava meio sem grandes perspectivas de trabalho, esperando uma chance na DE... bom, depois disso, eu comecei a trabalhar em um Colégio particular de Mauá, dei umas alinhas, mas aí, o que apareceu novamente na minha vida?? Aulas no Programa do Primeiro Empregooo!!!! Uebaaa! Adoro isso!
Começarei na segunda-feira. Que legal! E, mais legal que isso, os professores que também trabalharão no projeto são maravilhosossss! Adoro todos! Vai ser muito legal.
Bem, o Projeto vai até abril... depois disso, veremos né...
Ahhh, sim, estou postando aqui pra dizer, principalmente, que criei um novo blog, onde estou publicando minha pesquisa sobre o processo de integração latino-americano, onde, analiso especialmente, a Alternativa Bolivariana para as Américas e Caribe - ALBA.
Espero que possa auxiliar pessoas que, como eu, buscam entender a América Latina, a partir de suas especificidades e história.
Segue o endereço: www.revolucaobolivariana.blogspot.com
Escrito por * yo * às 11:00:26
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Pássaros batem asas, mas não batem.

Estou de volta! Dois meses depois...
Na realidade, nem tenho o que escrever agora... Apenas que estou "de férias" forçadas, o que alguns chamam como "desemprego". Fiz inscrição na DE de Mauá, vamos ver no que dá. Enquanto isso, termino minha IC, vou ao cinema, leio, internet, faço coisas que gosto. E uma dessas coisas era escrever aqui. Por isso voltei. Creio que agora tenho tempo...
Pra este retorno, vou escrever uma coisa aqui que gosto muito, de Paulo César de Carvalho:
"Aviões têm asas, mas não sabem batê-las
Bules têm asas, mas não sabem voar
Pessoas não têm asas, mas podem batê-las
Helicópteros não têm asas, mas podem voar
Coleópteros não têm hélices, mas vagam nos vórtices
Batedeiras batem, mas não têm asas
Polícia não é batedeira, mas bate
Pássaros batem asas, mas não batem
Armas abatem asas, porque não sabem voar
Bules voam quando escapam das mãos das pessoas
Pessoas voam quando escapam das maõs
Bules parecem avestruzes, escapam das mãos das pessoas
Não podem mas voam, batedeiras quando
Morrem viram samotrácia, as palavras voam."
Escrito por * yo * às 10:22:39
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Hoje com morangos e cólica


Roupa Nova - Cansaço
Cansaço! Esse sentimento infinito Tomou conta de mim De um tal jeito Eu procurei definir: É preguiça, incapacidade de seguir...
Cansaço! De tentar ocupar um novo espaço Esse cansaço é físico e mental Eu ando tão desanimado Que nada nesse mundo Me arrasta além de mim Além desse bendito cansaço
Quero que esse ano termine logo.
E que venha novo dia, nova hora. Sem dores.
Escrito por * yo * às 11:27:58
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Um refúgio que seja seguro
Com uma sacola com morangos e amendoins, ouvindo Victor e Léo, em um lugar que não é o meu, com uma tristeza que não é minha.
Quem sou eu?
Não sei. Não sei mais o que é certo ou não em mim, o que de fato eu quero fazer ou não. Quem é verdadeiro, quem deveria ser mais. Cansei de algumas coisas e acho que dentre essas coisas eu cansei de ter tanta esperança em tudo, tanta vontade de fazer tudo correndo pra dar certo logo. Acho que cansei de botar tanta fé em mim, e achar que eu darei certo. Não é bem assim, às vezes a nossa cabeça prega peças em nós, e ficamos assim, perdidos.
Triste, cansada.
Talvez por estar tão alheia à tudo, e ser vista, talvez, como indiferente, quando não o sou. Talvez seja isso. Não lido com mudanças da forma tão positiva quanto gostaria. Isso não é nada bom.
Eu, ouvindo sertanejo e rap em um mesmo minuto? É.
Eu, chorando por um sonho ou pensamento ruim que tive? É.
Eu, com medo do futuro, sem acreditar que nada pode ser ruim? É.
Eu. No jogo da vida, que acontece e gira, dona dos pontos que você me deu.
Dia ruim. E-mails ruins, com idéias ruins e um desfecho de conversa ruim.
Tudo é tão bom entre você e eu, e isso.
As pessoas não precisam se sentir melhores que as outras, e para se sentir melhores, então, não precisam magoar os outros, ou desmoralizarem-nas como fazem.
Sabe, eu só queria que a humanidade fosse menos humana, pois o humano é isso. Essa mesquinharia e egoísmo tão próprio a ele. Queria que as pessoas se importassem mais. Que elas fizessem as coisas porque acreditassem, tivessem mais vontade porque pode dar certo, e não porque querem ser melhores que as outras. Gostaria que as pessoas parassem para pensar quando magoassem os outros e, quando magoados, que não se vingassem da mesma forma. Queria que as pessoas fossem menos sacanas, menos canalhas, menos humanas.
...quero ver o sol atrás do muro quero um refúgio que seja seguro uma nuvem branca sem pó, nem fumaça quero um mundo feito sem porta ou vidraça quero uma estrada que leve à verdade quero a floresta em lugar da cidade uma estrela pura de ar respirável quero um lago limpo de água potável
quero voar de mãos dadas com você ganhar o espaço em bolhas de sabão escorregar pelas cachoeiras pintar o mundo de arco-íris
quero rodar nas asas do girassol fazer cristais com gotas de orvalho cobrir de flores campos de aço beijar de leve a face da lua...
Escrito por * yo * às 19:09:32
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Para quando fico triste
O Astronauta de Mármore - Nenhum de Nós
A lua inteira agora é um manto negro O fim das vozes no meu rádio São quatro ciclos no escuro deserto do céu Quero um machado pra quebrar o gelo Quero acordar do sonho agora mesmo Quero uma chance de tentar viver sem dor
Sempre estar lá E ver ele voltar Não era mais o mesmo Mas estava em seu lugar Sempre estar lá E ver ele voltar O tolo teme a noite Como a noite vai temer o fogo Vou chorar sem medo Vou lembrar do tempo De onde eu via o mundo azul
A trajetória escapa o risco nu... As nuvens queimam o céu matiz azul... Desculpe estranho, eu voltei mais puro do céu Na lua o lado escuro é sempre igual... No espaço a solidão é tão normal... Desculpe estranho, eu voltei mais puro do céu
Sempre estar lá E ver ele voltar Não era mais o mesmo Mas estava em seu lugar
Sempre estar lá E ver ele voltar O tolo teme a noite Como a noite vai temer o fogo Vou chorar sem medo Vou lembrar do tempo De onde eu via o mundo azul
Estar lá E ver ele voltar Não era mais o mesmo Mas estava em seu lugar
Sempre estar lá E ver ele voltar O tolo teme a noite Como a noite vai temer o fogo Vou chorar sem medo Vou lembrar do tempo De onde eu via o mundo azul...
Era assim, sempre foi. Quando estava triste, era certo ligar o rádio e ouvir meu astronauta de mármore me contar coisas sobre a vida. E o tempo passava.
Como se disso dependesse a vida de alguém, ele ficou ali, sentado sobre as mãos, observando a escuridão. O que ela poderia ver que fosse mesmo verdade? Às vezes chora por nada, sentia a dor por alguém.
Pois é. A vida é assim. As mãos, perdidas nos braços, a cabeça, com um turbilhão de pensamentos vazios. A tristeza de um desentendimento, quando tudo deveria ser mais belo.
Talvez eu precise me dedicar mais às pessoas. E pensar menos. Agir ajuda. Sentir a dor por alguém.
Sinto falta de estar presente aqui como antes. Mas isso, esse distanciamento, faz parte do processo em andamento. Deve fazer. Será que por muito tempo? Até onde me levará essa coragem? Até onde chegarei nesse estranhamento de perder a fé? É um estranhamento? O que sentimos? Tristeza. Estranho como olhar pra trás e esquecer um nome. Estranho como não sentir mais sono todos os dias, pela manhã. Estranho como a sensação boa de entendimento. O esquecimento é tão longo...
Momento bom. A ser partilhado. Com todos. Comigo. Preciso aprender a partilhar. A entender, sobretudo, a canção.
Para quando fico triste, uma conversa com meu amigo astronauta. Ainda que de mármore, um grande consolo. Para quando fico triste, os versos inundantes de Neruda. As fotos de uma vida. As letras rabiscadas de um passado. A melodia de um acústico que ainda faz meus olhos encherem de lágrimas.
Para quando fico triste, a idéia de que amanhã recomeçarei de novo, e de novo, e de novo... e, quem sabe, um dia as coisas andem pelo caminho correto...
"Os homens trocam as familias, as filhas filhas de suas filhas, e tudo aquilo que não podem entender. O tempo passa e nem tudo fica, a obra inteira de uma vida, o que se move e o que nunca vai se mover..."
Escrito por * yo * às 18:45:24
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Vida louca vida

Sem tempo para quase nada.
Nada de internet, nada de celular, nada de estudar muito....
Atualmente ando um tanto quanto "perdida".... perdida em Mauá, em Ribeirão, em Rio Grande e agora, em minha terra natal, Santo André. Em um período engraçado da minha vida, onde as coisas estão acontecendo de uma forma rápida, sem que eu pense tanto sobre elas, como geralmente faço.... mas é melhor assim, quem sabe....
Complicado ficar incomunicável... gostaria de escrever aqui sobre o caos que está instalado na FSA, mas estou um pouco elétrica, e não vou conseguir fazer uma análise séria agora. Principalmente de ler umas baboseiras que certo professor anda espalhando pelos quatro cantos... eu sei que violência só gera violência, que não leva ninguém a lugar nenhum... mas que eu queria dar umas porradas em uns e outros por aí eu queria.... ah como queria......
Preciso ouvir músicaaaaa!!
Mozim, amo-te mais que tudo.
Escrito por * yo * às 18:11:26
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Eu, Celia e Aleida Guevara.
Escrito por * yo * às 20:28:03
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inmóvil y paciente
Estados de ánimo
A veces me siento
como un águila en el aire.
-Pablo Milanés
Unas veces me siento
como pobre colina
y otras como montaña
de cumbres repetidas.
Unas veces me siento
como un acantilado
y en otras como un cielo
azul pero lejano.
A veces uno es
manantial entre rocas
y otras veces un árbol
con las últimas hojas.
Pero hoy me siento apenas
como laguna insomne
con un embarcadero
ya sin embarcaciones
una laguna verde
inmóvil y paciente
conforme con sus algas
sus musgos y sus peces,
sereno en mi confianza
confiando en que una tarde
te acerques y te mires,
te mires al mirarme.
Constantemente aprendemos. Ainda que batendo a cabeça, ainda que chutando uma parede e se esfolando toda com isso. Aprendemos que respeitar os outros é mais que respeitar a si mesmo e que um verdadeiro amor pode não acabar, mas pode ir embora. Tristeza pouca é, de fato, bobagem. Seria realmente maravilhoso poder voltar no tempo. Retirar de nós toda essa mágoa.
Escrito por * yo * às 09:48:32
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Ansiedadeeeeee

Vamos lá, degustando a palavra: AN-Si-E-DA-DEEE!!!!
Pois é, isso não saiu da minha cabeça....
Há algumas horas de finalizar meu relatório de pesquisa e entregá-lo, finalmente, na Faculdade, talvez seja esse o motivo de tanta unha roída... talvez por você não responder nenhum e-mail e não me ligar,quando disse que ligaria....talvez por não entregar o estágio que deveria para a professora hoje, e fazer mais uma substitutiva... talvez por estar contando os dias para o próximo pagamento porque estou sem um centavo... enfim...
Dia chato, com muita gente chata falando coisas chatas... e, consequentemente, estou muuuuito chata hoje! Quem cruzar comigo por aí, se prepare....
Escrito por * yo * às 11:35:37
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Imagina a minha cara...

Tensão pré mestrado
Tensão pós moderna
???
Que porra de tensão?
Eu só estou nervosa. E triste. E cansada. E ansiosa. E abandonada.
Me sentindo um nadinha, com tudo errado na vida.
E você não atendeu o celular e não me mandou e-mail hoje. Eu sei que está trabalhando mas hoje eu devo ser o centro das atenções da sua vida, entendeu? Pois é.
Porque hoje eu estou carente. Porque hoje preciso de sessão extra de carinho e atenção.
Então eu estou dizendo que hoje você não pode discutir comigo, e não leva a sério se eu ficar encanada com algo. Se, de repente, eu chorar, me abraça bemmmm forte, e se eu disser que estou com fome pela nona vez, não me olha com cara feia.
E hoje só te vejo muuuito tarde. E agora, o que eu vou fazer? ......
Nossa, que coisa. Que coisa chata. Que coisa grande. Que coisa besta.
Escrito por * yo * às 11:38:55
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Preguicinha
Preguiça de gente, preguiça de mim, preguiça da vida...
Deve ser algo assim.
Não é nada fora do comum, nada excepcional, nada do além. Só preguiça. Vontade de, ou fazer tudo que eu quero e nunca dá, ou dormir. Dormir pra passar a vontade e chegar a aceitação logo, ou algo parecido.
O incômodo se materializa em formas de dor. Dor de cabeça, de estômago, o incômodo de não fazer algo irrita a garganta, queima em febre, queima anos e sonhos.
Essa preguiça imposta, esse comodismo totalizante me dá tonturas, ânsia de vômito.
Esse "não poder" a que estamos submetidos e que todos disseminam diariamente se materializa em meu corpo que é para não escapar de forma alguma, que é para forçar...
Febre que não passa.
Vírus que contamina a todos e contra o qual as vacinas são poucas, distantes.
Pouco combatido.
Interessa a quem?
Mal-estar na civilização moderna? Não Freud, gracias. Nada de sexualidade.
Acúmulo de informações pela alta tecnologia? Not.
Acúmulo de vontades, isso sim.
Todas mui bem compactadas.
(Quando começa aquela fase bacaninha de desencanar e curtir a vida numa boa? Só na aposentadoria? Acho que não estou prestando muita atenção no jogo...)
Falta tanta coisa na minha janela, como uma praia...
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana...
Sobra tanta falta de paciência que me desespera...
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesma...
Sobram tantos medos que nem me protejo mais...
Sobra tanto espaço dentro do abraço...
Sobra tanta coisa pra dizer que nunca consigo...........................
Escrito por * yo * às 16:35:38
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Tudo é novo para meus olhos velhos.
"(...) é mais ou menos isso,
isso aqui,
que não pretende ser confissão, nem
lembrança,
nem emocionante, nem inteligente, nem valerá a
página
que será impressa.
Tem a premência de salvar, mas não é uma
bóia, não provoca epifânias, e por isso nem
é inspiração. Não provoca
nada.
Ocupa. Aqui todo mundo precisa estar ocupado,
quando dá essa vontade louca de morrer, é bom
fingir sem um poeta. É. É melhor continuar escrevendo.
É.
Pronto. Ela já não quer mais se matar.
Por enquanto acredita, acredita mesmo,
ser indispensável."
Fernanda Young - Agosto de 2005.
Escrito por * yo * às 16:35:30
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Um dia a menos, um dia a mais, no fundo tanto faz...

"Da cama pro banho, do banho pra sala, o sono persiste,o sol já não tarda, a vida insiste em servir um velho ritual que sempre serve à tantos outros, o mesmo pão comido aos poucos... Se senta e abre o jorna, tudo parece normal, um dia a menos, um crime a mais, no fundo, no fundo, no fundo, tanto faz.
Já é hora de vestir o velho paletó surrado e caminhar sobre o caminho pisado que conduz rumo à batalha que inicia a cada dia, conseguir um lugar pra sentar e sonhar no lotação. É tudo igual, igual, igual...."
Há pouco mais de meia hora me veio forte Clarice Lispector em "Onde dói na minha vida para que eu me sinta tão mal?"... E a pergunta de fato é: "ONDE DÓI?", O que eu sinto? O que acontece então? Se as coisas vão bem, por que pensar isso?
Porque hoje eu acordei de novo vendo a grande brincadeira que é a vida? Porque hoje não acordei pra brincadeira? É. Hoje acordei como gente grande, mal humorada, sem vontade nenhuma de brincar, menos ainda de dar risada. Um dia sem um riso. O que é isso? Será que as pessoas sabem o que é isso?
Porque você pode até não rir durante o dia, mas se você nem teve vontade de rir, meu, é foda. Que porra de dia foi esse? Que merda de dia é esse capaz de te trazer as merdas dos pensamentos de volta? Que dia é esse capaz de me tirar da ilusão e mostrar o teatro todo de fora? Que merda de dia é esse que me tirou de uma posição tão mais simples, para isso? O que é isso?
Por que não sentir vontade nenhuma de nada? Li algo outro dia, dizia "preguiça de gente". Na realidade, é bem mais que isso, porque não é gente em si, mas o que representa ser gente. Ser gente é muito mais do que somos. E ser mais do que somos é tão simples, mas tão simples, que ainda não conseguimos. Então a gente tá em um grande teatro, que alguns chamam de circo, mas eu não concordo, e a gente vai levando essa coisa que chamam de vida, porque isso é bem tranquilo. A gente ri, a gente chora, a gente se machuca, a gente ama, e tudo vai seguindo,em um fluxo contínuo. A gente não encontra sentido porque não fazemos perguntas. A gente não faz pergunta porque já está tudo tão certo, os papéis estão tão bem distribuídos que só nos cabe cumpri-los, nos indignando com as coisas absurdas e sentindo prazer em momentos raros.
Os papéis foram tão bem formulados que não temos nem vontade de partir para outra peça, pois temos certeza de que não vale a pena, ou mais que isso, de que não existe outra peça. É. Existe outra peça. Existem várias outras peças.
Surgem, com os papéis, toda a burocracia pedante em cumpri-los. Cada termo, cada cláusula do contrato da vida. O contrato que exige cumprimento total sem ter uma única assinatura. Ou será que a assinatura se dá cotidianamente, nos atos? Pode ser. Não havia pensado nisso antes.
Pensar cansa. Lembro que quando era menor, eu tinha a mania de pensar em um assunto até não conseguir mais, porque sempre quis chegar na minha finitude, ao contrário do que deveria, talvez, querer. Enfim, eu escolhia um assunto (ou ele me escolhia) e ficava pensando nele, pensando, pensando, esgotando todas as possibilidades dele existir, porque existia, e assim ia, horas, até minha cabeça não aguentar mais, até meu corpo não aguentar mais e aí eu parava. Às, vezes, feliz por ter chego lá. Um deles me vencia muito rápido. O mesmo, até hoje. Outros eu achava bem facinho, então a batalha durava muito.
Hoje eu estou um pouco confusa, acho que não assimilei muito como deveria cumprir meu papel, então creio que uma espécie de "diretor" deve estar zangado comigo, às vezes sinto ter a atenção chamada de forma, digamos, diferente. Então, como subalterna, consigo sentir aquela sensação de erro mesmo. Meu papel não deve ser tão difícil. Na realidade, nós temos quase todos os mesmos papéis. Sei lá quem rabiscou tudo isso, mas seja lá quem foi, deve alguns créditos...
Bom, como ia dizendo, eu não devia ter dado as paradinhas que mencionei. Essa batalha de idéias poderiam ter dado resultado, talvez, se eu fizesse algo com elas, ou se deixasse as mesmas fazerem algo comigo. Mas não deixei. Não fui em frente. Me habituei a esquecê-las por horas, por dias, por anos. Há quantos anos? Oito? Nove? Por aí. Me habituei a tanta coisa que me incomoda, que não consigo acreditar como fiz isso comigo mesma.
Quem sou eu hoje? Certamente quase nada que projetei ser. Mas por outro lado, posso estar cumprindo minha parte do teatro bem melhor do que imagino. Não sei como imaginar isto.
Mas hoje estou transformada, só não sei se é transformação ou deformação. Que seja deformação, pois reconstruir é mais fácil que reinventar. Não, se você pensa que são coisas iguais, está errado/a. Reinventar dá uma dor de cabeça.... exige muito mais. Reconstruir cansa o corpo. Reinventar dói, por vezes, a alma.
Mas que diabos são palavras que trazem dor ou algo bom? Por que apenas não continuar com o meu papel tão à risca como deveria.
Mas peraí, quem disse que deveria? Quem precisa de direção? Quem pode ficar só?
Teatro louco cara, teatro muito louco. Uns, bons artistas, outros, tão fracos. Não sabem nem ler seus papéis. Não têm memória para decorá-los, não conseguem, de jeito nenhum levar a peça adiante...
A qual grupo pertenço? Tenho uma categoria?
Talvez aquela que queira buscar, sempre, a finitude das coisas. Para assim, não sabê-las infinitas, e sentir tanto com isso...
Escrito por * yo * às 17:41:03
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Mudar?
"não quero nada
que me tire
do caminho
que decido
hoje percorrer.
não olharei
para trás
pois
me arrepender
não está
nos meus planos.
não me distraia
por favor
hoje
o encanto
será rir
do meu
próprio
destino"
O que me deixa triste.
Não imaginava colocar uma música da Ivete Sangalo por aqui, nem em outro lugar, sei lá, mas é engraçado achar coisas certas, nas horas certas...
"Não precisa mudar Vou me adaptar ao seu jeito Seus costumes, seus defeitos Seus ciúmes, suas caras, pra que mudá-las?
Não precisa mudar Vou saber fazer o seu jogo Saber tudo do seu gosto Sem deixar nenhuma mágoa, sem cobrar nada!
Se eu sei que no final fica tudo bem A gente se ajeita numa cama pequena Te faço um poema, te cubro de amor.
Então você adormece Meu coração enobrece E a gente sempre se esquece De tudo que passou. Então você adormece Meu coração enobrece E a gente sempre se esquece De tudo que passou.
Não precisa mudar Vou me adaptar ao seu jeito Seus costumes,seus defeitos Seus ciúmes, suas caras, pra que mudá-las?"
Ivete Sangalo - Não precisa mudar.
Quem muda? O que, exatamente, mudar? Eu não sei. Mas preciso. Precisamos. Pra não acontecer mais isso. Pra vida deixar de ser assim. Pra eu postar outras coisas.
Escrito por * yo * às 10:15:05
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Eu quero neve.... =(

Na realidade, eu nãoe stou acreditando que estou conseguindo postar daqui!!!! Explica-se: estou no trampo e aqui blog faz parte da "área restrita" da internet... mas hoje a galera que cuida disso resolveu dar um desconto pelo visto... enfim, isso é muito bom. Por que tenho longas quatro horas pela frente e nenhum trabalho. A não ser, os zilhões da faculdade, claro. Que, por ironia, não trouxe nada pra fazer... Droga. A bilbioteca tá muuuito fria, então vou ficar por aqui...
Um certo alguém não pode responder meus e-mails porque está trabalhando... hunf
Que triste, solidão total.
Vida louca, esses dias têm sido turbulentos. Tirando problemas "físicos" (snif...), milhões de coisas pra fazer da faculdade... Agora tem iniciação, monografia, projetos vários, atividades, provas, ahhhhhh, e, pior que tudo, o bendito estágio!.... Todos já chegam na faculdade com os olhos arregalados, perguntando "oque tem mesmo hoje?" hahahahaha, tô me divertindo, mas tá sendo cruel.
Na real, sei que vou sentir muita falta disso ano que vem... do povo louco daquela sala, que é melhor nem comentar por aqui.....hehehe
Então, este é um post daqueles bem inúteis. Onde não falamos nada de interessante, apenas alguns pensamentos triviais. Muita gente faz isso em blog, né? Eu não gosto muito. Queria falar dos projetos que penso e estou fazendo, queria falar sobre a ocupação da reitoria da USP, sobre o filme que vi esses dias e não me sai da cabeça (Quando tudo começa), sobre o que venho absorvendo desta experiência aqui nesse mundinho.... do filme do meu pequenino loirinho lindo, da mortalidade na periferia, como é, hoje, estar quase lá. Queria falar sobre cultura, queria escrever sobre as músicas que temos ouvido, queria publicar algumas coisas que tenho lido, enfim.... Pra isso é necessário concentração, e, definitivamente, hoje não estou me concentrando em nada.
(Me concentraria facilmente em você, se estivesse por aqui....)
Espero da próxima vez que passar por aqui fazer algo um pouco mais relevante.
Mas hoje não dá.
Escrito por * yo * às 09:01:42
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